Dia: 24 de maio de 2023

  • Uso de Animais em Pesquisa Científica

    Uso de Animais em Pesquisa Científica

    A participação dos animais em pesquisa científica é crucial para o lançamento de produtos farmacêuticos confiáveis no mercado, visto que são necessários diversos estudos para avaliar a eficácia e segurança das moléculas em um organismo vivo

    Histórico da Utilização de Animais em Pesquisa Científica

    O uso de animais em estudos científicos é documentado desde a antiguidade. Hipócrates, o pai da medicina, já realizava comparações entre órgãos de mamíferos e seres humanos. No entanto, até meados do século XX, não havia preocupação ética com esses estudos. Assim sendo, a primeira publicação sobre preocupações éticas surgiu em 1909.

    Princípio dos 3Rs: Redução, Refinamento e Substituição

    Atualmente, todas as pesquisas envolvendo animais seguem o princípio dos 3Rs:

    • Reduction (Redução): Diminuir o número de animais utilizados.
    • Refinement (Refinamento): Melhorar os métodos de estudo para minimizar o sofrimento animal.
    • Replacement (Substituição): Substituir estudos em animais por métodos alternativos sempre que possível.

    Marco Regulatório no Brasil: Lei Arouca

    No Brasil, a Lei Arouca, sancionada em 2008, estabeleceu limites rigorosos para os estudos com animais e criou mecanismos de fiscalização contra a violência animal, como o CONCEA (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal). O CONCEA formula normas e credencia instituições para criação de animais destinados a pesquisa. Além disso, cada instituição deve ter um CEUA (Comitê de Ética no Uso de Animais) para aprovar ou desaprovar estudos com cobaias.

    Avanços e Reduções no Uso de Animais

    Apesar da conscientização e das leis, ainda não é possível eliminar completamente os estudos com animais. No entanto, as indústrias e centros de pesquisa têm conseguido reduzir significativamente o número de animais utilizados. Avanços em técnicas que evitam a repetição de testes em animais e o aumento do uso de métodos alternativos, como os in vitro (células isoladas ou tecidos) e in sílico (modelos computacionais), têm contribuído para essa redução. A DruGet utiliza essas tecnologias avançadas para minimizar o uso de animais em suas pesquisas.

     

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